A discussão sobre o principio constitucional da gestão democrática na escola, vem fortalecer o cumprimento de ações que envolve a participação da sociedade, inclusive nas discussões e definições de metas, mas além disso as suas execussões.
A escola deve trabalhar de forma coletiva/cooperativa, onde gestores, professores, funcionarios, pais e alunos possam ser ativos nas sugestões e tomadas de dcisões, visando a melhoria da qualiade do ensino.
Portanto, cumprir este principio é fundamental para o sucesso na aprendizagem das crianças e no fortalecimento do real papel da escola: a formação humana, intelectual e social do sujeito.
domingo, 24 de maio de 2009
segunda-feira, 18 de maio de 2009
AVALIAÇÃO E APRENDIZAGEM
A avaliação educacional, em geral, e a avaliação da aprendizagem escolar, em particular, são meios e não fins em si mesmas, estando assim delimitadas pela teoria e pela prática que as circunstanciam (LUCKESI, 2000, p. 28).
A avaliação é um problema concreto com que os professores se deparam hoje e sempre na escola, preocupação cada vez maior dos órgãos oficiais de educação que conduzem a inovações repentinas através de decretos, resoluções (HOFFMANN, 1998, p. 78).
Um sistema educacional comprometido com o desenvolvimento das capacidades dos alunos, que se expressam pela qualidade das relações que estabelecem e pela profundidade dos saberes constituídos, encontra, na avaliação, uma referência à análise de seus propósitos, que lhe permite redimensionar investimentos, a fim de que os alunos aprendam cada vez mais e melhor e atinjam os objetivos propostos (PCN: 1997, p. 83).
A avaliação escolar tem sentido enquanto levantamento de elementos dificultadores do processo e diagnóstico de aspectos do currículo e do programa a serem revistos ou retornados, buscando a melhoria da qualidade de desempenho pessoal (de educadores e educandos) e dos recursos didáticos utilizados (ANDRADE. In: FERRAZ, MOURA e SILVA, 2003, 9. 78).
É preciso avaliar o aluno por aquilo que reconstrói pessoalmente. Sendo aprendizagem processo, não pacote a ser adquirido, realiza-se no processo de reconstrução permanente. Não haveria, assim, hora específica para se avaliar, por que está sempre sob avaliação, à medida que reconstrói conhecimento sempre. Torna-se artificial parar a aula para fazer prova, ou entrar em período de prova. Tal atitude coincide, ademais, com a praxe do aluno que tende a estudar somente para a prova. Passa a vida escutando aula, tomando nota, armazenando informações. Adivinhado a prova, dedica-se a memorizar conteúdos (DEMO, 2002, p. 59).
A avaliação tem como principal finalidade a qualificação dos processos de ensino e de aprendizagem, tanto para saber da eficiência e eficácia dos trabalhos realizados através do bom desempenho dos educandos, expressas nas aprendizagens construídas, quanto para favorecer a retroalimentação da prática docente. E este é um processo diário, constante, de acompanhamento docente e discente permanente, pois deve se configurar como um todo contínuo, como um elemento integrador e motivador do trabalho proposto. Estamos nos referindo, portanto, a avaliação processual (ROZA, 2007, p. 121).
Os resultados das avaliações escolares devem apresentar o aspecto qualitativo. Sabe-se que o sistema educacional exige o registro dos resultados da avaliação escolar em forma de notas ou conceitos. Estes símbolos, porém, só terão de fatos valor, se apresentarem, em código, a aprendizagem de fato realizada (COSTA, BARROS, CAVALCANTE, 2003, p. 74).
A avaliação deve ser concebida como parte integrada do processo de aprendizagem, portanto, deve ser processual, mediadora, contínua e integrada (ROSA, 2007, P. 125).
A avaliação, ao não se restringir ao julgamento sobre sucessos ou fracassos de aluno, é compreendida como um conjunto de atuações que tem a função de alimentar, sustentar e orientar a intervenção pedagógica (PCN: 1997 p. 81).
A sociedade é estruturada em classes e, portanto, de modo desigual; a avaliação da aprendizagem, então, pode ser posta, sem menor dificuldade, a favor do processo de seletividade, desde que utilizada independentemente da construção da própria aprendizagem (LUCKESI, 2000, p. 26).
A avaliação é um problema concreto com que os professores se deparam hoje e sempre na escola, preocupação cada vez maior dos órgãos oficiais de educação que conduzem a inovações repentinas através de decretos, resoluções (HOFFMANN, 1998, p. 78).
Um sistema educacional comprometido com o desenvolvimento das capacidades dos alunos, que se expressam pela qualidade das relações que estabelecem e pela profundidade dos saberes constituídos, encontra, na avaliação, uma referência à análise de seus propósitos, que lhe permite redimensionar investimentos, a fim de que os alunos aprendam cada vez mais e melhor e atinjam os objetivos propostos (PCN: 1997, p. 83).
A avaliação escolar tem sentido enquanto levantamento de elementos dificultadores do processo e diagnóstico de aspectos do currículo e do programa a serem revistos ou retornados, buscando a melhoria da qualidade de desempenho pessoal (de educadores e educandos) e dos recursos didáticos utilizados (ANDRADE. In: FERRAZ, MOURA e SILVA, 2003, 9. 78).
É preciso avaliar o aluno por aquilo que reconstrói pessoalmente. Sendo aprendizagem processo, não pacote a ser adquirido, realiza-se no processo de reconstrução permanente. Não haveria, assim, hora específica para se avaliar, por que está sempre sob avaliação, à medida que reconstrói conhecimento sempre. Torna-se artificial parar a aula para fazer prova, ou entrar em período de prova. Tal atitude coincide, ademais, com a praxe do aluno que tende a estudar somente para a prova. Passa a vida escutando aula, tomando nota, armazenando informações. Adivinhado a prova, dedica-se a memorizar conteúdos (DEMO, 2002, p. 59).
A avaliação tem como principal finalidade a qualificação dos processos de ensino e de aprendizagem, tanto para saber da eficiência e eficácia dos trabalhos realizados através do bom desempenho dos educandos, expressas nas aprendizagens construídas, quanto para favorecer a retroalimentação da prática docente. E este é um processo diário, constante, de acompanhamento docente e discente permanente, pois deve se configurar como um todo contínuo, como um elemento integrador e motivador do trabalho proposto. Estamos nos referindo, portanto, a avaliação processual (ROZA, 2007, p. 121).
Os resultados das avaliações escolares devem apresentar o aspecto qualitativo. Sabe-se que o sistema educacional exige o registro dos resultados da avaliação escolar em forma de notas ou conceitos. Estes símbolos, porém, só terão de fatos valor, se apresentarem, em código, a aprendizagem de fato realizada (COSTA, BARROS, CAVALCANTE, 2003, p. 74).
A avaliação deve ser concebida como parte integrada do processo de aprendizagem, portanto, deve ser processual, mediadora, contínua e integrada (ROSA, 2007, P. 125).
A avaliação, ao não se restringir ao julgamento sobre sucessos ou fracassos de aluno, é compreendida como um conjunto de atuações que tem a função de alimentar, sustentar e orientar a intervenção pedagógica (PCN: 1997 p. 81).
A sociedade é estruturada em classes e, portanto, de modo desigual; a avaliação da aprendizagem, então, pode ser posta, sem menor dificuldade, a favor do processo de seletividade, desde que utilizada independentemente da construção da própria aprendizagem (LUCKESI, 2000, p. 26).
Avaliação Escolar no Desenvolvimento da Aprendizagem.
AVALIAÇÃO ESCOLAR NO DESENVOLVIMENTO DA APRENDIZAGEM
A avaliação é hoje demanda nacional em todos os segmentos do sistema educacional, bem como nas instituições governamentais, onde a educação como desenvolvimento social é prioridade. Os desafios da prática pedagógica precisam ser enfrentados à luz dos avanços teórico-metodológicos do conhecimento em avaliação; o desenvolvimento de uma cultura de avaliação urge.
Dessa maneira pode-se compreender que:
A avaliação educativa é um processo complexo, que começa com a formulação de objetivos e requer a elaboração de meios para obter evidência de resultados, interpretação de resultados para saber em que medida foram os objetivos alcançados e formulação de um juízo de valor. ( Sarabbi, 1971; citado por NÉRICI, 1983;p. 28).
Alguns autores destacam a avaliação como o termômetro que confirma o estado em que se encontram os envolvidos no processo de aprendizagem, referem-se a um modelo tradicional, como nota, conceito, aprovar ou reprovar. Por outro lado, num novo paradigma, busca-se uma concepção teórica da avaliação, partindo de um objetivo comum, centrado na idéia da necessidade de converter a avaliação numa peça-chave do ensino e da aprendizagem. Assim, com base na LDB nº 9394/96, no seu inciso.
V – a verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios:
a) a avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais.
Para Luckesi (1995), essa compreensão está amparada numa perspectiva de qualidade do objeto avaliado, ou seja,
A avaliação pode ser caracterizada como uma forma de ajuizamento da qualidade do objeto avaliado, fator que implica uma tomada de posição a respeito do mesmo, para aceitá-lo ou para transformá-lo. ( LUCKESI, 1995;p.33).
Entendendo que a perspectiva defendida por Luckesi é um ato complexo e multifacetado, envolve diferentes atores: professor, aluno, sistema, precisamos ter em mente que a avaliação é um processo e não uma atividade isolada e como tal, é parte integrante do processo ensino-aprendizagem, no qual ela deve orientar e possibilitar aos docentes pronunciar-se sobre os avanços educativos dos alunos e, a esses, contar com pontos de referência para julgar onde estão, aonde podem chegar e do que vão necessitar para continuar aprendendo.
A necessidade de avaliar está presente no dia-a-dia das pessoas, na escola, no trabalho, na rua, na vida em geral. Aqueles que tratam especificamente do tema avaliação referem-se a ela, quando no modelo tradicional, como nota, repressão, aprovar ou reprovar. Sem dúvida que o prazer de avaliar o outro e, conseqüentemente, de ser responsável por ele está enraizado nos primeiros anos de experiência humana e constitui uma compensação por todas as humilhações e frustrações sofridas durante a infância e mesmo durante a vida adulta. Tudo isso em função de controle, julgamento e sentença. Por outro lado, num novo paradigma, busca-se a modernização de técnicas e instrumentos; de critérios mais amplos e democráticos que respeitem o saber espontâneo elaborado pelo aluno, almejado a confiança mútua, o que torna a avaliação algo descontraído, alegre e uma fonte de descoberta para todos.
Por outro lado, a avaliação enquanto elemento constitutivo do processo de ensino-aprendizagem, tem sido por muitos, elemento repressor das iniciativas dos nossos educandos. É nesse entendimento, de práticas avaliativas repressoras, que semelhantes práticas avaliativas existem no cotidiano do processo ensino-aprendizagem e urgentemente precisam ser revistas, sob pena de estarmos perpetuando paradigmas avaliativos repressores de um elemento cosubstancial da doutrina filosófica indistinta.
Um passo primeiro nessa direção, encontramos na adoção de critérios de avaliação da própria avaliação, enquanto processo e método, de modo a dar-lhe nova dimensão, remetendo-a num repensar contínuo e dinâmico.Nesse contexto, a contribuição de educadores envolvidos no processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança e do ser humano em geral, visa a sua melhor integração individual e social. motivados por esses modelos e referenciados pela nova LDB nº 9394/96, está redimensionando a visão sobre conceitos e procedimentos de avaliação de um modo em geral e direcionado para uma avaliação de transformação frente ao desafio contínuo de educar e deixar-se educar.
Percebe-se, cada vez mais, um despertar para a análise das estruturas educacionais com vistas a favorecer as transformações, supermencionadas, conforme a realidade circunstancial ou regional.Partindo deste princípio, a finalidade desta pesquisa é fazer uma reflexão que favoreça a troca de experiências entre educadores e educandos, contribuindo como um impulso para uma melhor atuação dos professores em sua prática pedagógica, direcionando-a para uma abordagem educativa transformadora.
Nessa perspectiva, o paradigma da avaliação emancipatória caracteriza-se em analisar e criticar uma dada realidade, visando sua transformação num enfoque qualitativo, libertando o sujeito de condicionantes determinados.
Numa vertente político-pedagógica, a avaliação em fazer com que as pessoas envolvidas no processo escrevam sua própria história, gerando suas próprias alternativas de ação.
Nesse paradigma, o avaliador ao assumir o papel de coordenador e orientador deve promover situações e / ou propor uma tarefa que favoreça o diálogo, a discussão, a busca e a análise crítica sobre o funcionamento real de um programa e, em seguida, estimular a iniciativa do grupo na reformulação e recondução do programa da avaliação.
Para que isso ocorra, de maneira eficaz, é necessário que o avaliador reuna habilidades de relacionamento interpessoal, enfatizando o trabalho coletivo e envolvendo os seus participantes tanto no processo de avaliação quanto no de transformação.
A proposta, ora apresentada, traduz a avaliação como necessária, porém não coloca o avaliador como absoluto e sim, como um ser sensível, receptivo aos sinais, detectando as potencialidades e possibilidades infinitas do ato de aprender, pondo em foco um avaliar, avaliando-se. Abrindo novos caminhos para suprir as dificuldades e necessidades impostas a realidade escolar. É preciso trabalharmos, simultaneamente, nos campos da avaliação, da didática, da relação professor-aluno, do funcionamento dos estabelecimentos de ensino, da seleção dos docentes, pois tudo está ligado, em uma outra avaliação de larga medida em uma outra escola.
Diz, , Fermin, citado por NÉRICI,
A avaliação do fato educativo é um processo integral, sistemático, gradual e contínuo, que começa quando se inicia o estudo de uma situação e continua através de todo o processo educativo, culminando com uma análise sobre o desenvolvimento intelectual, social e mental do educando. (NERECI, 1983, p. 312)
Por fim, deve se preocupar no desenvolvimento e aprendizagem dos educandos, tanto individual como coletivamente, investindo no que há de necessário para o resultado de atividades significativas.
Os instrumentos de medida, em educação, podem alcançar bons níveis de credibilidade, mas isto não é essencial em avaliação. o avaliar é mais do que atribuir um valor quantitativo, é acima de tudo, propiciar ao educando um encontro dinâmico com o professor, num clima de entendimento, confiança, valorização mútua, buscando uma investigação e dinamização do conhecimento.
Destaca-se como objetivo geral, analisar criticamente o papel sócio-político-cultural da avaliação escolar com vistas a uma perspectivas emancipatória e coerente com a realidade do educando, e como específicos, identificar as dificuldades encontradas no desempenho da avaliação escolar, investigar os instrumentos de avaliação e suas conseqüências no contexto escolar e, apontar as possíveis alternativas para que a avaliação ocorra de forma interativa, entre professor e aluno.
A metodologia desta pesquisa está fundamentada em estudos bibliográficos, partindo das reflexões dos autores em relação ao aspecto teórico-metodológico da avaliação no processo ensino- aprendizagem e da entrevista e perguntas feita com professores e alunos da rede Pública Estadual de Ensino no Município de Delmiro Gouveia - AL. Para melhor fundamentar a pesquisa em foco, o trabalho será desenvolvido numa abordagem qualitativa de metodologia experimental, sendo distribuída em quatro capítulos que abordam:
· O primeiro, trata dos conceitos de avaliação e suas diversas abordagem, como o professor avalia nas perspectivas tradicional e construtivista e os problemas acarretados pela avaliação. A avaliação oferece ao professor oportunidade de verificação continuada, deixando de lado a visão tradicional de julgar, sentenciar, punir para focalizar a indagação, a investigação, a reflexão ativa, num processo interativo em que educadores e educando aprendem sobre si mesmo e a respeito da realidade escolar circundante, visando uma transformação social.
· Segundo capitulo, enfoca os critérios de avaliação estabelecidos pelo educador e os instrumentos usados como meios para substanciar os efeitos e respostas do educando diante do momento em que está sendo avaliado, identificando os mesmos numa abordagem quantitativa e numa abordagem qualitativa.
· No capítulo terceiro faremos uma análise dos questionários aplicados com alunos, e da entrevista com professores.
· No capítulo quarto mostraremos uma nova proposta de trabalho avaliativo destacando a questão de romper o autoritarismo no processo avaliativo, com a visão da prova como instrumento de mediada e de promoção.
Como pesquisa de campo, alunos e professores de uma escola pública de 1º a 4º ano do Ensino Médio, modalidade Normal serão entrevistados com a finalidade de análise estatística e de confrontar práticas e sentimentos com a fundamentação teórica sustentada em estudiosos como Jussara Hoffman Cipriano Luckesi, Pedro Vasco Moretto e outros, por apresentarem concepções adequadas a uma visão democrática de avaliação escolar tão necessária à construção do conhecimento e à concretização da cidadania dos alunos, atores principais do processo educativo e que precisam competir de forma igualitária num mundo do trabalho.
Nos diversos estudos, discussões e troca de experiências realizadas para a elaboração desta monografia, observou-se a necessidade de uma interação do planejamento escolar como um todo, especialmente, em relação a avaliação, que deve contribuir para a formação de um ser pensante, criativo e livre.
REFERÊNCIAS
ANDRADE, Rosamaria. Avaliação escolar: novas perspectivas. In: FERRAZ, Eraldo de Souza, MOURA, Esmeralda e SILVA, Maria Alba Correia: CURRICULO E AVALIAÇÃO. Maceió, Q gráfica, 2003, p. 78-84.
COSTA, Cibele de Melo, BARROS, Abdízia Maria Alves, CAVALCANTE, Maria Auxiliadora da Silva: Didática Geral. Maceió, Q Gráfica, 2003.
DEMO, Pedro. Mitologia da Avaliação: de como ignorar, em vez de enfrentar problemas. 2ªed. – Campinas, SP; Autores associados.
LUCKESI, Cipriano Costa. Avaliação da Aprendizagem Escolar. 11ªed.São Paulo:Cortez,2001.
____________________. Avaliação Escolar: estudos e proposições, 2000.
HOFFMANN, Jussara Maria Lerch. Avaliação Mediadora: Uma Prática em Construção da Pré-escola à universidade. 4ª ed. Porto Alegre, RS: Educação & Realidade, 1994.
Pontos e Contrapontos: do pensar e agir em avaliação. Porto Alegre: mediação. 1998.
NÉRICI, Imídeo Giuseppe. Avaliação da Aprendizagem. In: - Didática Geral Dinâmica. 9ª ed. São Paulo: Atlas,1983.
REVISTA NOVA ESCOLA. Avaliação. Ano XXI – nº 191 – abril de 1996.
REVISTA PÁTIO. Avaliação Novos Desafios. Ano IX – nº 34 – abril/maio 2005.
ROZA, Jacira Pinto da: Organização do trabalho pedagógico. Canoas, Editora da Ulbra, 2007.
A avaliação é hoje demanda nacional em todos os segmentos do sistema educacional, bem como nas instituições governamentais, onde a educação como desenvolvimento social é prioridade. Os desafios da prática pedagógica precisam ser enfrentados à luz dos avanços teórico-metodológicos do conhecimento em avaliação; o desenvolvimento de uma cultura de avaliação urge.
Dessa maneira pode-se compreender que:
A avaliação educativa é um processo complexo, que começa com a formulação de objetivos e requer a elaboração de meios para obter evidência de resultados, interpretação de resultados para saber em que medida foram os objetivos alcançados e formulação de um juízo de valor. ( Sarabbi, 1971; citado por NÉRICI, 1983;p. 28).
Alguns autores destacam a avaliação como o termômetro que confirma o estado em que se encontram os envolvidos no processo de aprendizagem, referem-se a um modelo tradicional, como nota, conceito, aprovar ou reprovar. Por outro lado, num novo paradigma, busca-se uma concepção teórica da avaliação, partindo de um objetivo comum, centrado na idéia da necessidade de converter a avaliação numa peça-chave do ensino e da aprendizagem. Assim, com base na LDB nº 9394/96, no seu inciso.
V – a verificação do rendimento escolar observará os seguintes critérios:
a) a avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais.
Para Luckesi (1995), essa compreensão está amparada numa perspectiva de qualidade do objeto avaliado, ou seja,
A avaliação pode ser caracterizada como uma forma de ajuizamento da qualidade do objeto avaliado, fator que implica uma tomada de posição a respeito do mesmo, para aceitá-lo ou para transformá-lo. ( LUCKESI, 1995;p.33).
Entendendo que a perspectiva defendida por Luckesi é um ato complexo e multifacetado, envolve diferentes atores: professor, aluno, sistema, precisamos ter em mente que a avaliação é um processo e não uma atividade isolada e como tal, é parte integrante do processo ensino-aprendizagem, no qual ela deve orientar e possibilitar aos docentes pronunciar-se sobre os avanços educativos dos alunos e, a esses, contar com pontos de referência para julgar onde estão, aonde podem chegar e do que vão necessitar para continuar aprendendo.
A necessidade de avaliar está presente no dia-a-dia das pessoas, na escola, no trabalho, na rua, na vida em geral. Aqueles que tratam especificamente do tema avaliação referem-se a ela, quando no modelo tradicional, como nota, repressão, aprovar ou reprovar. Sem dúvida que o prazer de avaliar o outro e, conseqüentemente, de ser responsável por ele está enraizado nos primeiros anos de experiência humana e constitui uma compensação por todas as humilhações e frustrações sofridas durante a infância e mesmo durante a vida adulta. Tudo isso em função de controle, julgamento e sentença. Por outro lado, num novo paradigma, busca-se a modernização de técnicas e instrumentos; de critérios mais amplos e democráticos que respeitem o saber espontâneo elaborado pelo aluno, almejado a confiança mútua, o que torna a avaliação algo descontraído, alegre e uma fonte de descoberta para todos.
Por outro lado, a avaliação enquanto elemento constitutivo do processo de ensino-aprendizagem, tem sido por muitos, elemento repressor das iniciativas dos nossos educandos. É nesse entendimento, de práticas avaliativas repressoras, que semelhantes práticas avaliativas existem no cotidiano do processo ensino-aprendizagem e urgentemente precisam ser revistas, sob pena de estarmos perpetuando paradigmas avaliativos repressores de um elemento cosubstancial da doutrina filosófica indistinta.
Um passo primeiro nessa direção, encontramos na adoção de critérios de avaliação da própria avaliação, enquanto processo e método, de modo a dar-lhe nova dimensão, remetendo-a num repensar contínuo e dinâmico.Nesse contexto, a contribuição de educadores envolvidos no processo de desenvolvimento da capacidade física, intelectual e moral da criança e do ser humano em geral, visa a sua melhor integração individual e social. motivados por esses modelos e referenciados pela nova LDB nº 9394/96, está redimensionando a visão sobre conceitos e procedimentos de avaliação de um modo em geral e direcionado para uma avaliação de transformação frente ao desafio contínuo de educar e deixar-se educar.
Percebe-se, cada vez mais, um despertar para a análise das estruturas educacionais com vistas a favorecer as transformações, supermencionadas, conforme a realidade circunstancial ou regional.Partindo deste princípio, a finalidade desta pesquisa é fazer uma reflexão que favoreça a troca de experiências entre educadores e educandos, contribuindo como um impulso para uma melhor atuação dos professores em sua prática pedagógica, direcionando-a para uma abordagem educativa transformadora.
Nessa perspectiva, o paradigma da avaliação emancipatória caracteriza-se em analisar e criticar uma dada realidade, visando sua transformação num enfoque qualitativo, libertando o sujeito de condicionantes determinados.
Numa vertente político-pedagógica, a avaliação em fazer com que as pessoas envolvidas no processo escrevam sua própria história, gerando suas próprias alternativas de ação.
Nesse paradigma, o avaliador ao assumir o papel de coordenador e orientador deve promover situações e / ou propor uma tarefa que favoreça o diálogo, a discussão, a busca e a análise crítica sobre o funcionamento real de um programa e, em seguida, estimular a iniciativa do grupo na reformulação e recondução do programa da avaliação.
Para que isso ocorra, de maneira eficaz, é necessário que o avaliador reuna habilidades de relacionamento interpessoal, enfatizando o trabalho coletivo e envolvendo os seus participantes tanto no processo de avaliação quanto no de transformação.
A proposta, ora apresentada, traduz a avaliação como necessária, porém não coloca o avaliador como absoluto e sim, como um ser sensível, receptivo aos sinais, detectando as potencialidades e possibilidades infinitas do ato de aprender, pondo em foco um avaliar, avaliando-se. Abrindo novos caminhos para suprir as dificuldades e necessidades impostas a realidade escolar. É preciso trabalharmos, simultaneamente, nos campos da avaliação, da didática, da relação professor-aluno, do funcionamento dos estabelecimentos de ensino, da seleção dos docentes, pois tudo está ligado, em uma outra avaliação de larga medida em uma outra escola.
Diz, , Fermin, citado por NÉRICI,
A avaliação do fato educativo é um processo integral, sistemático, gradual e contínuo, que começa quando se inicia o estudo de uma situação e continua através de todo o processo educativo, culminando com uma análise sobre o desenvolvimento intelectual, social e mental do educando. (NERECI, 1983, p. 312)
Por fim, deve se preocupar no desenvolvimento e aprendizagem dos educandos, tanto individual como coletivamente, investindo no que há de necessário para o resultado de atividades significativas.
Os instrumentos de medida, em educação, podem alcançar bons níveis de credibilidade, mas isto não é essencial em avaliação. o avaliar é mais do que atribuir um valor quantitativo, é acima de tudo, propiciar ao educando um encontro dinâmico com o professor, num clima de entendimento, confiança, valorização mútua, buscando uma investigação e dinamização do conhecimento.
Destaca-se como objetivo geral, analisar criticamente o papel sócio-político-cultural da avaliação escolar com vistas a uma perspectivas emancipatória e coerente com a realidade do educando, e como específicos, identificar as dificuldades encontradas no desempenho da avaliação escolar, investigar os instrumentos de avaliação e suas conseqüências no contexto escolar e, apontar as possíveis alternativas para que a avaliação ocorra de forma interativa, entre professor e aluno.
A metodologia desta pesquisa está fundamentada em estudos bibliográficos, partindo das reflexões dos autores em relação ao aspecto teórico-metodológico da avaliação no processo ensino- aprendizagem e da entrevista e perguntas feita com professores e alunos da rede Pública Estadual de Ensino no Município de Delmiro Gouveia - AL. Para melhor fundamentar a pesquisa em foco, o trabalho será desenvolvido numa abordagem qualitativa de metodologia experimental, sendo distribuída em quatro capítulos que abordam:
· O primeiro, trata dos conceitos de avaliação e suas diversas abordagem, como o professor avalia nas perspectivas tradicional e construtivista e os problemas acarretados pela avaliação. A avaliação oferece ao professor oportunidade de verificação continuada, deixando de lado a visão tradicional de julgar, sentenciar, punir para focalizar a indagação, a investigação, a reflexão ativa, num processo interativo em que educadores e educando aprendem sobre si mesmo e a respeito da realidade escolar circundante, visando uma transformação social.
· Segundo capitulo, enfoca os critérios de avaliação estabelecidos pelo educador e os instrumentos usados como meios para substanciar os efeitos e respostas do educando diante do momento em que está sendo avaliado, identificando os mesmos numa abordagem quantitativa e numa abordagem qualitativa.
· No capítulo terceiro faremos uma análise dos questionários aplicados com alunos, e da entrevista com professores.
· No capítulo quarto mostraremos uma nova proposta de trabalho avaliativo destacando a questão de romper o autoritarismo no processo avaliativo, com a visão da prova como instrumento de mediada e de promoção.
Como pesquisa de campo, alunos e professores de uma escola pública de 1º a 4º ano do Ensino Médio, modalidade Normal serão entrevistados com a finalidade de análise estatística e de confrontar práticas e sentimentos com a fundamentação teórica sustentada em estudiosos como Jussara Hoffman Cipriano Luckesi, Pedro Vasco Moretto e outros, por apresentarem concepções adequadas a uma visão democrática de avaliação escolar tão necessária à construção do conhecimento e à concretização da cidadania dos alunos, atores principais do processo educativo e que precisam competir de forma igualitária num mundo do trabalho.
Nos diversos estudos, discussões e troca de experiências realizadas para a elaboração desta monografia, observou-se a necessidade de uma interação do planejamento escolar como um todo, especialmente, em relação a avaliação, que deve contribuir para a formação de um ser pensante, criativo e livre.
REFERÊNCIAS
ANDRADE, Rosamaria. Avaliação escolar: novas perspectivas. In: FERRAZ, Eraldo de Souza, MOURA, Esmeralda e SILVA, Maria Alba Correia: CURRICULO E AVALIAÇÃO. Maceió, Q gráfica, 2003, p. 78-84.
COSTA, Cibele de Melo, BARROS, Abdízia Maria Alves, CAVALCANTE, Maria Auxiliadora da Silva: Didática Geral. Maceió, Q Gráfica, 2003.
DEMO, Pedro. Mitologia da Avaliação: de como ignorar, em vez de enfrentar problemas. 2ªed. – Campinas, SP; Autores associados.
LUCKESI, Cipriano Costa. Avaliação da Aprendizagem Escolar. 11ªed.São Paulo:Cortez,2001.
____________________. Avaliação Escolar: estudos e proposições, 2000.
HOFFMANN, Jussara Maria Lerch. Avaliação Mediadora: Uma Prática em Construção da Pré-escola à universidade. 4ª ed. Porto Alegre, RS: Educação & Realidade, 1994.
Pontos e Contrapontos: do pensar e agir em avaliação. Porto Alegre: mediação. 1998.
NÉRICI, Imídeo Giuseppe. Avaliação da Aprendizagem. In: - Didática Geral Dinâmica. 9ª ed. São Paulo: Atlas,1983.
REVISTA NOVA ESCOLA. Avaliação. Ano XXI – nº 191 – abril de 1996.
REVISTA PÁTIO. Avaliação Novos Desafios. Ano IX – nº 34 – abril/maio 2005.
ROZA, Jacira Pinto da: Organização do trabalho pedagógico. Canoas, Editora da Ulbra, 2007.
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